Prótese feita pela Autodesk nos jogos Rio 2016

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A campeã alemã de para-ciclismo Denise Schindler usará uma perna protética projetada e impressa em 3D para competir nas Paraolimpíadas do Rio de Janeiro, em setembro. A nova prótese é resultado de uma parceria entre a atleta e a Autodesk para explorar como as novas tecnologias de produção podem ser aproveitadas para aumentar a acessibilidade das próteses esportivas.

Antes da parceria com a Autodesk, a fabricação da prótese de Denise era feita quase inteiramente à mão por técnicos que usavam um processo de fundição de gesso e, em seguida, passava semanas na refinação. Esse método gerava um produto muito bem-acabado, entretanto levava em torno de 10 semanas para ser concluído e tinha um custo significativamente alto.

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Contornar o processo de fundição do gesso era demorado e muitas vezes impreciso, até a prótese passar por processos digitais. A prótese foi modelada usando a ferramenta de design avançado, o Fusion 360, que permitiu que os envolvidos no projeto — localizados na Alemanha, em Londres, em São Francisco e em Portland – trabalhassem de forma colaborativa. No total, foram feitas 52 versões digitais da prótese até chegar no desenho final.

Para reduzir o peso da prótese, a equipe aproveitou o poder do design generativo usando o Autodesk Within. A prótese foi impressa em 3D no Pier 9 da Autodesk, em São Francisco. O processo levou menos de cinco dias e custou cerca de um quarto do preço.

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“Meu sonho é que essas próteses sejam acessíveis a todos e estou muito animada com os resultados deste projeto”, afirmou Denise. “O ponto mais importante sobre qualquer prótese, especialmente uma prótese de esportes, é o conforto, em virtude do tempo gasto no treinamento e na competição. Ser capaz de desenvolver uma prótese bem ajustada que não comprometa o desempenho, em menos tempo e com menos custo do que os meios tradicionais, é um verdadeiro avanço”, relata a atleta.

Denise perdeu a perna em um acidente quando tinha dois anos. Ela tem competido pela Alemanha em inúmeros eventos internacionais, tendo conquistado a medalha de prata nas Paraolimpíadas de Londres, em 2012, duas medalhas de pratas e uma de bronze no Campeonato Mundial de Para-ciclismo. Seu próximo passo é a Rio 2016.
“Esta colaboração mostrou como as novas tecnologias, ferramentas e técnicas como a fabricação aditiva, o design generativo e a nuvem estão mudando o futuro de fazer as coisas. Com a Denise, fomos capazes de trabalhar juntos para mostrar como funciona criar próteses e mais: que no futuro poderá ser feito a um custo muito menor e com prazos mais curtos, trazendo acessibilidade para todos”, enfatiza Roland Zelles, VP EMEA da Autodesk.

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Com informações da Autodesk Brasil.

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